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Padres
de toda Santa Catarina fazem peregrinação ao Santuário de
Fraiburgo
Cerca de 250
padres do estado de Santa Catarina, além de cinco bispos,
participaram da Peregrinação Sacerdotal ao Santuário Nossa
Senhora de Fátima, na cidade catarinense de Fraiburgo. A
peregrinação ocorreu na quarta-feira, 21, e foi organizada pela
Comissão Regional de Presbíteros como parte das comemorações do
Ano Sacerdotal, proclamado por Bento XVI no ano passado. |
21/04/2010
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O bispo de
Caçador, dom Luis Carlos Eccel, presidiu a missa da romaria e
ressaltou a importância do padre ser coerente e sincero em sua
missão. “Este é um tempo de dificuldades, desafios, perseguição
da Igreja, mas os problemas são pequenos perto da grandiosidade
da missão”, disse.
O arcebispo de Londrina (PR), dom Orlando Brandes, fez uma
conferência para os padres abordando o tema “Fidelidade
presbiteral”. “A palestra foi motivadora para a vida
ministerial”, avaliou o reitor do Seminário de Teologia de
Caçador, padre Moacir Caetano.
Os padres aprovaram a peregrinação que teve, ainda, uma
celebração mariana na gruta do Santuário. “A peregrinação trouxe
bastante ânimo e encorajamento”, disse o pároco da Paróquia
Imaculada Conceição, de Fraiburgo, padre Wilson Maiorki.
“Encontro, partilha, fraternidade, vocação, missão são palavras
que nos ajudam a expressar o que significou a peregrinação
regional dos presbíteros”, acrescentou o coordenador diocesano
de pastoral de Caçador, padre João Claudio Casara.
Nossa Diocese marcou presença com a participação de sete padres
e alguns leigos. Segundo Dom Irineu Andreassa, “foi um momento
de reavaliar os valores e o sentido do ministério sacerdotal e
de firmar novamente o propósito de fidelidade a Jesus Cristo e
sua Igreja”.
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Carta
do Cardeal Hummes sobre o encerramento do Ano Sacerdotal.
O ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL
Roma, 12 de abril de 2010
Caros Presbíteros,
A Igreja sem dúvida está muito feliz com o Ano Sacerdotal e agradece ao
Senhor por haver inspirado o Santo Padre a decidir sua realização. Todas
as informações que chegam aqui a Roma sobre as numerosas e multíplices
iniciativas programadas pelas Igrejas locais no mundo inteiro para
realizar este ano especial constituem a prova de como foi bem recebido e
- podemos dizer – correspondeu a um verdadeiro e profundo anseio dos
presbíteros e de todo o povo de Deus. Estava na hora de dar uma atenção
especial de reconhecimento e de empreendimento em favor do grande,
laborioso e insubstituível presbitério e de cada presbítero da Igreja.
É verdade que alguns, mas proporcionalmente muito poucos, presbíteros
cometeram horríveis e gravíssimos delitos de abuso sexual contra
menores, fatos que devemos rejeitar e condenar de modo absoluto e
intransigente. Devem eles responder diante de Deus e diante dos
tribunais, também civis. Mas estamos antes de mais nada do lado das
vítimas e queremos dar-lhes apoio tanto na recuperação como em seus
direitos ofendidos.
Por outro lado, os delitos de alguns não podem absolutamente ser usados
para manchar o inteiro corpo eclesial dos presbíteros. Quem o faz,
comete uma clamorosa injustiça. A Igreja, neste Ano Sacerdotal, procura
dizer isto à sociedade humana. Qualquer pessoa de bom senso e boa
vontade o entende.
Dito necessariamente isso, voltamos a vós, caros presbíteros. Queremos
dizer-vos, mais uma vez, que reconhecemos o que sois e o que fazeis na
Igreja e na sociedade. A Igreja vos ama, vos admira e vos respeita. Sois
também alegria para nossa gente católica no mundo, que vos acolhe e
apoia, principalmente nestes tempos de sofrimentos.
Daqui a dois meses chegaremos ao encerramento do Ano Sacerdotal. O Papa,
caros sacerdotes, convida-vos de coração a vir de todo o mundo a Roma
para este encerramento nos dias 9, 10 e 11 de junho próximo. De todos os
países do mundo. Dos países mais próximos de Roma dever-se-ia poder
esperar milhares e milhares, não é verdade? Então, não recuseis o
convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará.
O Papa quer confirmar os presbíteros da Igreja. A vossa presença
numerosa na Praça de São Pedro constituirá também uma forma propositiva
e responsável de os presbíteros se apresentarem, prontos e não
intimidados, para o serviço à humanidade, que lhes foi confiado por
Jesus Cristo. A vossa visibilidade na praça, diante do mundo hodierno,
será uma proclamação do vosso envio não para condenar o mundo, mas para
salvá-lo (cfr. Jo 3,17 e 12,47). Em tal contexto, também o grande número
terá um significado especial.
Para essa presença numerosa dos presbíteros no encerramento do Ano
Sacerdotal, em Roma, há ainda um motivo particular, que a Igreja hoje
tem muito a peito. Trata-se de oferecer ao amado Papa Bento XVI nossa
solidariedade, nosso apoio, nossa confiança e nossa comunhão
incondicional, diante dos frequentes ataques que lhe são dirigidos, no
momento atual, no âmbito de suas decisões referentes aos clérigos
incursos nos delitos de abuso sexual contra menores. As acusações contra
o Papa são evidentemente injustas e foi demonstrado que ninguém fez
tanto quanto Bento XVI para condenar e combater corretamente tais
crimes. Então, a presença massiva dos presbíteros na praça com Ele será
um sinal forte da nossa decidida rejeição dos ataques de que è vítima.
Portanto, vinde também para apoiar o Santo Padre.
O encerramento do Ano Sacerdotal não constituirá propriamente um
encerramento, mas um novo início. Nós, o povo de Deus e os pastores,
queremos agradecer a Deus por este período privilegiado de oração e de
reflexão sobre o sacerdócio. Ao mesmo tempo, propomo-nos de estar sempre
atentos ao que o Espírito Santo quer nos dizer. Entretano, voltaremos ao
serviço de nossa missão na Igreja e no mundo com alegria renovada e com
a convicção de que Deus, o Senhor da história, fica conosco, seja nas
crises seja nos novos tempos.
A Virgem Maria, Mãe e Rainha dos sacerdotes, interceda por nós e nos
inspire no seguimento de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
Cardeal Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero
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